Crítica: Cruella (2021)

Continuando a tendência de histórias de origem de vilões conhecidos, Cruella (2021) acerta ao evitar se entregar inteiramente à seriedade e ao adotar uma atitude punk, que reflete bem a personalidade desta versão da personagem-título. Marcada pela tragédia, a protagonista é interpretada por Emma Stone com o magnetismo de sempre, ainda que a artificialidade do filme acabe respingando na composição da atriz em algumas cenas.

Apesar de problemas como efeitos visuais fracos, narração em off desnecessária, duração excessiva e uso inadequado de algumas músicas, Cruella nos conquista com a direção cheia de energia do Craig Gillespie e com o elenco bem escolhido, em especial Emma Thompson, que nos diverte (e se diverte no processo) ao interpretar uma personagem que se encaixa como uma luva nas sensibilidades da atriz. O filme ganha ainda mais vida em suas cenas, principalmente no miolo da obra, que parece uma mistura de O Diabo Veste Prada (The Devil Wears Prada, 2006) com Oito Mulheres e um Segredo (Ocean’s 8, 2018).

E não tem como terminar sem destacar o ponto alto do filme: o figurino deslumbrante e bastante criativo. Todas as peças não deixam a desejar na comparação com 101 Dálmatas (101 Dalmatians, 1996) e 102 Dálmatas (102 Dalmatians, 2000), ambos estrelados por Glenn Close, que ainda tem a atuação definitiva desta vilã da Disney.

Nota: 7

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