Crítica: Malcolm & Marie (2021)

Chateado com as críticas ao seu projeto cinematográfico anterior, Sam Levinson decidiu pular a terapia e criou um filme inteiro só para extravasar sua frustração. Em Malcolm & Marie (2021), o diretor se projeta no personagem de John David Washington, um narcisista insuportável e egoísta, que passa horas discutindo com sua namorada após a primeira sessão de seu novo trabalho para a imprensa.

O drama é pedante ao extremo, com personagens que não falam e nem se comportam como pessoas reais, mas como uma idealização do diretor, sem qualquer tipo de autenticidade. É como se o cineasta tivesse feito uma redação sobre como críticos de cinema são ruins e resolveu filmar cada palavra.

Para não dizer que Malcolm & Marie é um desastre completo, a sucessão quase insuportável de brigas de casal são filmadas de maneira atrativa, por conta de uma fotografia em preto e branco que dá um verniz mais sofisticado ao filme. E os dois atores estão bem, apesar de Zendaya não ter ainda estofo suficiente para segurar a personagem de forma inteiramente convincente.

Nota: 3.5

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