Crítica: O Som do Silêncio (2020)

Ao perder a audição, o baterista que protagoniza O Som do Silêncio (Sound of Metal, 2020) passa por uma experiência transformadora. Mas não é só ele que muda depois de ter que lidar com a nova realidade. Nós também acabamos sendo transformados com o show de empatia que este brilhante drama promove.

O personagem principal do filme dirigido com maestria por Darius Marder, estreante em longa metragens, é vivido por Riz Ahmed. O ator entrega um tour de force, fazendo a gente sentir o turbilhão de emoções que ele está sentindo. Quem também impressiona são os coadjuvantes, especialmente Olivia Cooke, que interpreta a namorada, e Paul Raci, que usa sua experiência pessoal para criar uma performance extremamente natural, rendendo momentos genuinamente devastadores.

A obra acerta ao lançar um olhar humanista sobre o tema, mostrando as complexidades daquele universo, principalmente na parte do filme focada no aprendizado do protagonista junto de pessoas com deficiências semelhantes. Para realçar ainda mais o impacto da história, o cineasta utiliza o som de maneira brilhante, garantindo uma imersão completa. Sem esse recurso, a experiência não seria tão completa quanto é.

Nota: 9.5

Related Post

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Translate »
RSS
Follow by Email